Membros Superiores

As próteses para membros superiores têm registros antigos. O primeiro deles é de 218-201 d. C., quando o general Marcus Sergius perdeu sua mão durante a Segunda Guerra Púnica. Na ocasião foi confeccionada uma mão de aço. O grande pioneiro na substituição dos mecanismos desenvolvidos durante a Idade Média foi Ambroise Paré, e uma de suas próteses construídas em Paris, em 1550, foi chamada “Le petit Lorrain” e adquiriu importância histórica. Paré, que viveu no século XVI, desenhou e construiu engenhosos aparatos que expressavam seu interesse na reabilitação do amputado. Seus croquis de prótese para o membro superior foram tecnicamente descritos na série “Dix Livres de La Chirurgie,” em 1564.

Em 1818, Peter Baliff, um cirurgião dentista de Berlim, projetou uma prótese para amputação abaixo do cotovelo, acionada por meio de correias. Durante o séc. XIX vários relatos foram feitos em relação às próteses para membros superiores. Em 1912 foi desenvolvido por D. W. Dorrance o primeiro gancho protético cuja finalidade era melhorar a função do membro amputado. Essa versão ainda é utilizada em virtude de sua simplicidade e durabilidade.

A medicina moderna empenha todos os seus esforços para, por meio do constante aprimoramento das técnicas cirúrgicas, em primeira instância evitar a amputação e, quando esta for inevitável, indicar o nível mais funcional.

Conceito

Amputação é a perda de um membro, ou parte dele, caracterizado pela perda ou comprometimento do osso, do feche neurovascular, do tecido muscular, das funções do membro, das sensações distais, refletindo sobre a imagem corporal e desempenho funcional.

Incidência e etiologia

A maioria das amputações resulta de trauma, doença vascular periférica (DVP), doenças vasoespasticas periféricas, infecções crônicas, lesões químicas, térmicas ou elétricas e tumores malignos. A decisão de amputar um MS pode ocorrer em resultado de uma lesão grave ou completa do plexo braquial

As amputações dos membros superiores ocorrem em menor número que as dos membros inferiores, provavelmente por serem estas últimas ocasionadas por grande número de alterações vasculares.

Nas amputações de MMSS, as traumáticas somam 75% do total e ocorrem, principalmente, em homens entre 15 e 45 anos de idade. Os tumores e as doenças vasculares periféricas são responsáveis, em igual proporção, pelo restante das amputações.

Em crianças, os tumores são responsáveis pelo maior número de amputação tanto em membros superiores quanto inferiores.

Amputação Funcional

É a amputação necessária, com o objetivo de proporcionar o melhor potencial para a reabilitação e eventual protetização, esta deve ser funcional e dar atenção distinta aos diferentes tecidos.

· Nervos – devem ser seccionados cuidadosamente para permitir que se retraiam e não fiquem aderidos à cicatriz ou a áreas de contato com a prótese.

· Músculos – deve haver sobra suficiente para proporcionar bom controle motor de amputação sobre a prótese.

· Pele – deve permitir sobra suficiente para que não haja tensão no fechamento do coto e para que a cicatriz não fique aderida, em especial a uma eventual espícula óssea.

· Osso – é necessário arredondar e homogeneizar sua extremidade.

· Vasos – devem ser ligados à medida que os músculos forem seccionados.

Níveis de amputação

- Desarticulação interescapulotorácica

- Desarticulação do ombro

- Amputação transnumeral

- Desarticulação do cotovelo

- Amputação Transradial

- Desarticulação do punho

- Amputação trasmetacarpica;

- Resseccão de raios

- Amputação de dedos

É imprescindível manter o maior comprimento possível durante a cirurgia, desde que sejam asseguradas as boas condições de cicatrização, com cobertura adequada de pele.

Candidatos ao uso de próteses

A idade da pessoa, o estado clínico, o nível de amputação, a cobertura de pele, a condição da pele, o estado cognitivo e o desejo de uma prótese são fatores importantes ao tomar a decisão.

A informação sobre prótese e o programa de reabilitação devem ser providenciados antes da amputação, quando possível porque depois os medicamentos e a ansiedade podem interferir na capacidade da pessoa de processar novas informações. Uma discussão em equipe que inclua o paciente é vital para determinar se será feito uma prescrição para prótese ou não.


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